Procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Imprensa Livre / Ubatuba
Procuradora e candidata do PV lamenta poluição das águas e diz temer ampliação do Porto
A procuradora de Justiça e candidata confirmada do PV para a disputa de uma vaga na Câmara Legislativa Federal, Luiza Nagib Eluf, foi entrevistada pela reportagem do jornal Imprensa Livre no último final de semana, ao receber uma equipe de jornalistas locais em sua residência de veraneio, localizada no condomínio da Praia de Itamambuca, região Norte de Ubatuba.
Durante a conversa, a procuradora recém ingressa no mundo político falou sobre suas principais bandeiras de campanha, destacando as atuações nos setores de Meio Ambiente, violência contra a mulher e ética na política. No contexto regional, a candidata do PV deu opiniões importantes sobre assuntos polêmicos que sempre estão presentes nas discussões do Litoral Norte Paulista.
Para Luiza Eluf, além de todo o trabalho de preservação da mata e das florestas, é preciso que as autoridades locais, estaduais e federais estejam atentas também com a degradação dos recursos hídricos. Como exemplo para a cobrança de novas políticas, ela cita a poluição fecal que há anos atinge o Rio Itamambuca, localizado próximo a casa da procuradora em Ubatuba.
“Veja bem, a Cetesb vir e pendurar uma bandeira vermelha na praia dá a impressão de que o trabalho se encerrou por ali. Há anos o nosso rio sofre com o problema de poluição e a única ação que a sociedade percebe é o hastear de uma bandeira, ou verde, ou vermelha. Precisamos entrar em um contexto mundial onde a água é tratada como um recurso de extrema importância para a qualidade de vida do humano. Definitivamente, precisamos de ações que consigam reverter essa triste realidade que atinge diversos pontos do nosso litoral”, opina a candidata do PV para deputada federal Luiza Eluf.
Ainda na linha ambiental, a procuradora de Justiça diz se sentir temerosa quanto aos projetos de exploração de petróleo na Costa brasileira e também com relação à suposta ampliação do Porto de São Sebastião. “Não quero me tornar uma pessoa intransigente em relação à proteção ambiental, mas é preciso cuidado e muito planejamento ecológico quando falamos de ações desse porte. Isso se analisarmos só a questão da obra, pois, o desenvolvimento das cidades as mudanças poderá acarretar mais problemas contra o meio ambiente regional”, alerta.
Lei Maria da Penha
Com relação à outra bandeira anunciada, Eluf é enfática: “A Lei Maria da Penha, que prevê punir os atos de violência contra mulher, ainda não é levada a séria no Brasil”, a frase da procuradora veio depois da citação de diversos casos, onde faltou aplicação da legislação. “Uma cabeleireira chegou a denunciar o ex-marido mais de cinco vezes até que resolveu comprar câmeras de segurança, que filmaram seu próprio assassinato. Já o Pimenta Neves que confessou o assassinato de Sandra Gomide permanece em liberda de. São casos que comprovam descaso com a Lei Maria da Penha”, conclui a procuradora.
Durante a conversa, a procuradora recém ingressa no mundo político falou sobre suas principais bandeiras de campanha, destacando as atuações nos setores de Meio Ambiente, violência contra a mulher e ética na política. No contexto regional, a candidata do PV deu opiniões importantes sobre assuntos polêmicos que sempre estão presentes nas discussões do Litoral Norte Paulista.
Para Luiza Eluf, além de todo o trabalho de preservação da mata e das florestas, é preciso que as autoridades locais, estaduais e federais estejam atentas também com a degradação dos recursos hídricos. Como exemplo para a cobrança de novas políticas, ela cita a poluição fecal que há anos atinge o Rio Itamambuca, localizado próximo a casa da procuradora em Ubatuba.
“Veja bem, a Cetesb vir e pendurar uma bandeira vermelha na praia dá a impressão de que o trabalho se encerrou por ali. Há anos o nosso rio sofre com o problema de poluição e a única ação que a sociedade percebe é o hastear de uma bandeira, ou verde, ou vermelha. Precisamos entrar em um contexto mundial onde a água é tratada como um recurso de extrema importância para a qualidade de vida do humano. Definitivamente, precisamos de ações que consigam reverter essa triste realidade que atinge diversos pontos do nosso litoral”, opina a candidata do PV para deputada federal Luiza Eluf.
Ainda na linha ambiental, a procuradora de Justiça diz se sentir temerosa quanto aos projetos de exploração de petróleo na Costa brasileira e também com relação à suposta ampliação do Porto de São Sebastião. “Não quero me tornar uma pessoa intransigente em relação à proteção ambiental, mas é preciso cuidado e muito planejamento ecológico quando falamos de ações desse porte. Isso se analisarmos só a questão da obra, pois, o desenvolvimento das cidades as mudanças poderá acarretar mais problemas contra o meio ambiente regional”, alerta.
Lei Maria da Penha
Com relação à outra bandeira anunciada, Eluf é enfática: “A Lei Maria da Penha, que prevê punir os atos de violência contra mulher, ainda não é levada a séria no Brasil”, a frase da procuradora veio depois da citação de diversos casos, onde faltou aplicação da legislação. “Uma cabeleireira chegou a denunciar o ex-marido mais de cinco vezes até que resolveu comprar câmeras de segurança, que filmaram seu próprio assassinato. Já o Pimenta Neves que confessou o assassinato de Sandra Gomide permanece em liberda de. São casos que comprovam descaso com a Lei Maria da Penha”, conclui a procuradora.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Luíza e o Voto
Sidney Borges é jornalista,mora em Ubatuba, intitula-se modestamente "escritor de província".Vira e mexe , ando passeando por seu blog lendo os textos postados por ele, e seus colaboradores.
Brasil
Mulheres e Cidadania
Luiza Nagib Eluf
As próximas eleições já entraram para a história, independentemente do resultado. Pela primeira vez no país, duas mulheres disputam o cargo de presidente da República e estão entre os principais candidatos. Dilma Roussef (PT) e Marina Silva (PV) são as protagonistas deste pleito. Antes delas, tentaram Maria Pio de Abreu (em 1989, ficando em 17º lugar) e Heloísa Helena (em 2006, ficando em 3º lugar, com expressiva votação).
Se o fato de termos duas fortes postulantes ao Palácio do Planalto em uma mesma eleição é histórico e motivo de comemoração, a verdade é que a política no Brasil ainda é essencialmente masculina. A participação das mulheres é crescente na história brasileira, mas ainda está aquém do desejado. Somos a maioria da população do país e representamos 40% da força de trabalho fora do lar, mas continuamos invisíveis na área pública. Só em 1985, uma mulher se tornaria prefeita de uma capital (Maria Luiza Fontenelle, do PT, em Fortaleza) e, apenas em 1995, o Brasil elegeria a sua primeira governadora mulher (Roseana Sarney, no Maranhão). Apenas dois dos nossos Estados mais populosos já elegeram governadoras - o Rio de Janeiro (Rosinha Garotinho) e o Rio Grande do Sul (Yeda Crusius).
Na Câmara Federal o cenário é ainda mais desanimador. Em 184 anos de existência do Legislativo, nunca uma mulher ocupou um cargo titular na mesa da Câmara. São apenas 45 mulheres em meio a 513 deputados, ou seja, míseros 8% de representação feminina. No Senado, o percentual sobe para 13%, mas ainda é inexpressivo. O percentual de mulheres na Câmara Federal e no Senado brasileiros é um dos mais baixos da América Latina e do mundo.
Trata-se de um problema cultural. Durante grande parte da história do Brasil, as mulheres não tiveram direitos civis nem cidadania plena. A elas eram negados os mais elementares direitos políticos como votar e ser votadas. Somente em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, as mulheres conquistaram o direito ao voto, depois de muita luta do movimento sufragista. Mesmo assim, apenas as mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria votavam.
A desigualdade de gênero nas instâncias de poder é um problema internacional. Em 1995, aconteceu em Pequim, China, a IV Conferência Mundial da Mulher, um verdadeiro marco no avanço dos direitos femininos. No entanto, muitas das recomendações feitas às delegações oficiais dos países participantes não foram implementadas. As propostas legislativas que visavam à garantia dos direitos das mulheres ao patrimônio, à saúde e à liberdade sexual não se realizaram em sua plenitude. Com a população feminina sub-representada nas áreas de comando e compondo apenas 20% dos legisladores em todo o mundo, segundo dados da ONU, estamos muito distantes das metas fixadas em Pequim.
Mulheres já foram eleitas para presidente ou primeira-ministra na Índia, Alemanha, Noruega, Inglaterra, Chile e Argentina, para citar alguns exemplos, mas uma andorinha só não faz verão. A emancipação efetiva será realidade apenas quando atingir todas as mulheres, em todas as classes sociais. Enquanto houver violência doméstica, discriminação no trabalho fora do lar e abusos sexuais nenhuma sociedade poderá dizer que a igualdade de gênero foi alcançada. Por essa razão, fortalecer e proteger a população feminina deve ser um projeto de governo.
As mulheres, que já tem a nobre função da maternidade, da qual muito se orgulham, precisam aprender a desfrutar da cidadania plena, que significa respeito, integridade física e psicológica e amparo social para as tarefas domésticas e o cuidado com os filhos. Democracia se aprende, se constrói, se exerce. A verdadeira democracia requer o acesso ao poder político. O Brasil cidadão precisa ser mais feminino, mais tolerante, mais igualitário, mais atento à preservação ambiental, em suma, mais responsável pelo seu próprio futuro.
Luiza Eluf é procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo. Foi secretária nacional dos Direitos da Cidadania do Ministério da Justiça (governo Fernando Henrique Cardoso). É autora de vários livros, dentre os quais “A Paixão no Banco dos Réus” e “Matar ou Morrer, o Caso Euclides da Cunha”. Sempre lutou pelo fim da violência doméstica. É candidata a deputada federal pelo PV, n. 4369. Site:www.luizaeluf.com.br
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